terça-feira, 27 de maio de 2008

Mais um especialista em educação....

Um tema que vem tendo grande repercussão nas questões educacionais recentemente diz respeito à saúde dos professores. Fala-se muito na incidência de depressão, síndrome de burnout (fadiga), estresse, problemas de voz, de coluna etc. É indubitavelmente uma questão séria e que deve ser tratada com atenção. Mas, como quase tudo aquilo que cerca a questão educacional no país, me parece que tomou uma dimensão despropositada. Virou mais uma da longa lista de razões esfarrapadas segundo as quais seria impossível oferecer uma educação de qualidade no país (junto com o pretenso baixo salário dos professores, as condições precárias de trabalho, o baixo investimento em educação, a indisciplina dos alunos, o desinteresse dos pais, os interesses do modelo neoliberal etc.)
Leiam tudo aqui.
Totalmente sem noção.
Nada disto existe, tudo culpa do professor, menos o modelo neoliberal, coisa do esquerdismo doente.[sap]

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Aluno possui ética?

Nota zero
Aluno expulso da sala deve ser indenizado por danos
Instituição de ensino que age de maneira arbitrária e antipedagógica tem de indenizar. O entendimento é do juiz José Torres Ferreira, da 2ª Vara do Juizado Especial Cível de Porto Velho, Rondônia. Ele condenou a Faculdade de Ciências Humanas, Exatas e Letras de Rondônia (FARO), a pagar R$ 8 mil de indenização por danos morais, a um aluno que se sentiu lesado ao ser expulso da sala de aula por uma das diretoras da instituição, Maria Aparecida Gigliotti, que também é professora.
Para o juiz, as provas apresentadas nos autos, demonstram que Maria Aparecida agiu de forma arbitrária, ao condicionar a saída do aluno da sala de aula, à entrega da suposta “cola”, chegando ao ponto de abordá-lo fisicamente, na tentativa de tomar o papel que seria a prova da infração. “O ato de tentar tomar objeto pessoal do autor foi abusivo, bem como atribuir nota (zero) a ele, sem ao menos conversar com a titular da matéria, a qual estava substituindo-a”.
Ferreira ressaltou, ainda, que a professora, mesmo tendo suspeitado da infração cometida pelo autor, teria que instaurar procedimento administrativo. “A conduta foi pouco razoável e de fato causou constrangimento excessivo ao aluno, situação que merece reparação civil”, concluiu o juiz.
Revista Consultor Jurídico, 11 de maio de 2008

domingo, 4 de maio de 2008

Dimenstein equivoca-se de maneira bizarra

Em seu artigo na Folha, este comenta:

Na quarta-feira passada, a Unesco divulgou um ranking mundial de qualidade de ensino em que o Brasil ficou abaixo de países como a Bolívia e o Paraguai. Isso porque, entre outras razões, apenas 53,8% de nossas crianças conseguem completar o ensino fundamental. Explica-se a evasão não só por motivos econômicos - a entrada das crianças precocemente no mercado de trabalho, mas devido à repetência. De tanto ser tachado de incompetente, o estudante, humilhado, vai embora, não vê razão em ficar se torturando numa sala de aula onde não consegue aprender. Na primeira série do ensino fundamental, quase um terço dos alunos repete o ano. Ao puni-los com a repetência, a mensagem transmitida pela escola à criança é a seguinte: "A culpa pelo fracasso é sua". Não importa a obviedade do fato de que, se tanta gente não aprende há tanto tempo, existe algo de errado no sistema - mas muita gente fica com a "teoria do berimbau", do professor Dantas, preferindo culpar o aluno.
Não meu caro Dimenstein, voce não toca no ponto crucial, o abandono social, o despreparo da família e a falta de politicas para estes casos. Cada aluno tem uma aprendizado diferenciado e salas lotadas não conseguem atendê-lo. Criar salas diferenciadas, cria um rótulo para o aluno, logo, não funciona. A única solução, seria aula de reforço e um segundo professor, aliás, prometido no estado de SP. Agora, promovê-lo, é a pior das maldades que se pode fazer.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Décima primeira semana

Em certos momentos, percebe-se claramente as falhas da educação pública.
Uma semana curta e faltas de professores, até aí, sem novidade. Mas gritante é que alguns detalhes deveriam ser corrigidos mais rapidamente, como a falta de atividades em caso de ausência do professor. Imaginem, uma turma já perdeu 3 aulas da matéria, simplesmente por falta do professor e falta de material da proposta curricular.
E o caso de canibalismo eventual continua. Meu caro colega tem todo um perfil da industria, mas prefere ficar sem dinheiro até para ir trabalhar. Quando tento ajudar, informando sobre a disponibilidade de trabalho ao lado da casa do mesmo, este praticamente ignora, assim, hora de deixá-lo viver a realidade nua e crua. O mesmo não percebe que minha chegada para segunda aula é justamente para ajudá-lo, mas este recusa-se a distribuir o osso, mesmo as migalhas.
Quando avisado sobre as aulas de Matemática, abri fogo e avisei que chegaria às 6 hs todos os dias, assim, acabaria com a graça da eventual alfa. Mas tudo tem um lado bom. Deixarei um legado de trabalho voluntário no local, afinal, nunca vi tanto trabalho gratuito em pró da educação!.
Na semana que vem, posso conseguir tardes bem ocupadas, vamos torcer para dar certo.