sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Permissividade


O correto seria a familia averiguar a posição da escola e ficar de olho no próprio filho.

Infelizmente, parece que assumir que uma familia errou na dose de educação, dói demais e basta acuar a escola com leis um pouco tortas e manter o filho impune até que apronte outra.


quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Dia do professor

Sem palavras...Do IPEA: Famílias chefiadas por adultos analfabetos funcionais, são pobres.
Concluimos então que a pobreza decorre da falta de educação e não cor da pele, como então envenenar a mente das pessoas.

domingo, 28 de setembro de 2008

Nada muda


E sequer podemos confiar nos dados, quando recebemos noticias de mudanças não explicadas e a não divulgação de dados sobre inflação no IPEA...

sábado, 2 de agosto de 2008

Nossas universidades na AL

Bom, optamos por investir em gabinetes novos, frota nova, prédios alugados e mais representantes do povo e educação, saúde e moradia, bem, podem esperar...
O ranking completo pode ser visto aqui.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Brincadeira de péssimo gosto....

Eleito numa conjunção da favores e interesses, sequer demonstra humildade em reconhecer o fato, não estudei por ter preguiça, seria mais simples e honesto.
Lula é aplaudido ao destacar que não tem diploma
DA AGÊNCIA FOLHA, EM SALVADOR
O presidente Lula foi aplaudido ontem, em Salvador, ao declarar a uma platéia formada por adultos recém-alfabetizados que era o primeiro presidente do Brasil a não ter diploma universitário. "Todos [os antecessores] foram doutores que governaram este país. "Segundo o presidente, isso mostra que a vontade de combater o analfabetismo entre adultos não está ligada à "ignorância", mas a "um jeito de ver o país". Sentado ao lado da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), Lula entregou diplomas a formandos de um curso estadual. Ele apresentou Dilma (cotada para 2010) a todos os alunos chamados ao palco.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Cenas normais?

Professores em greve...

Não estou a fim de nada....7 série..

Procurando a caneta... 6 série...

Fugindo da sala de aula em plena prova....6 série...
Futuros eleitores...dá um certo medo, não dá?










sábado, 12 de julho de 2008

FINDO UM SEMESTRE

Foram:
- 45 dias com 3 turmas de 1EM tratando da Química;
- 45 dias com uma turma de 6EF tratando de Matemática;
- 15 dias com 3 turmas do 1EM-EJA tratando de Química;
- 7 dias com História para 5 e 6EF;
- 7 dias com Matemática para 8EF, 1 e 2EM;
- 7 dias com Artes para 5, 6 e 8EF;
- 7 dias com Física para 1 e 2EM;
- Dias avulsos com Português, Física, Geografia, Educação Física, Biologia, Química, Inglês, História, Matemática, Artes, Filosofia, abrangendo da 5EF até o 3EM, inclusive EJA, em 3 escolas diferentes;
- 2 escolas entre as "top 15" da cidade e 1 entre as "last 15";
- Alguns dias com 11 aulas, mesmo pagando apenas 8. Das 7 às 23 hs. Com salário variando entre 260 e 750 ou de 30 a 90 aulas/mês;
- Crianças de todos os tipos, educadas e selvagens, interessadas e alheias, prova incontestável que não é exatamente a aula massante e sim o interesse da criança e a educação que esta recebe em casa;
- Adultos interessados, cada um no seu ritmo;
- Não entrarei no mérito da direção ou coordenação, mas faz muita falta a tolerância zero com a criança e marcação "cerrada" sobre os pais;
- Uma greve tola, cujo único perdedor foi o aluno, com um bimestre perdido;
- Situações bizarras:
1) suspensão de um professor eventual;
2)"fome por aula" de outros eventuais, falseando situações e opiniões;
3) aluno libera gases na frente da direção;
4) aluno bate boca com coordenação;
5) aluno, ausente de sua aula, entra em outra, xinga professor de otário na frente de outro professor e sai impune. Na rua, outro aluno xinga o professor de FDP, repreendido por comportamento inadequado e perturbação da aula e fica impune;
6) aluno atira bolinha de papel no professor titular e/ou eventual pelas costas;
7) aluno recebe bronca por não sentar, impedir a chamada ou explicação do conteúdo e simplesmente ignora, chutando o mobiliário ou a porta, ausentando-se da sala ou continuando em seu desrespeito, como se soubesse da impunidade;
8) aluno encontra cano em sala de aula e arremessa contra a janela em plena aula;
9) quadro sem condições de escrita e/ou perfurado;
10) faltas coletivas sem punição;
11) professores culpando o neoliberalismo e a editora abril.
Ficam ótimas lembranças também.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Mais um especialista em educação....

Um tema que vem tendo grande repercussão nas questões educacionais recentemente diz respeito à saúde dos professores. Fala-se muito na incidência de depressão, síndrome de burnout (fadiga), estresse, problemas de voz, de coluna etc. É indubitavelmente uma questão séria e que deve ser tratada com atenção. Mas, como quase tudo aquilo que cerca a questão educacional no país, me parece que tomou uma dimensão despropositada. Virou mais uma da longa lista de razões esfarrapadas segundo as quais seria impossível oferecer uma educação de qualidade no país (junto com o pretenso baixo salário dos professores, as condições precárias de trabalho, o baixo investimento em educação, a indisciplina dos alunos, o desinteresse dos pais, os interesses do modelo neoliberal etc.)
Leiam tudo aqui.
Totalmente sem noção.
Nada disto existe, tudo culpa do professor, menos o modelo neoliberal, coisa do esquerdismo doente.[sap]

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Aluno possui ética?

Nota zero
Aluno expulso da sala deve ser indenizado por danos
Instituição de ensino que age de maneira arbitrária e antipedagógica tem de indenizar. O entendimento é do juiz José Torres Ferreira, da 2ª Vara do Juizado Especial Cível de Porto Velho, Rondônia. Ele condenou a Faculdade de Ciências Humanas, Exatas e Letras de Rondônia (FARO), a pagar R$ 8 mil de indenização por danos morais, a um aluno que se sentiu lesado ao ser expulso da sala de aula por uma das diretoras da instituição, Maria Aparecida Gigliotti, que também é professora.
Para o juiz, as provas apresentadas nos autos, demonstram que Maria Aparecida agiu de forma arbitrária, ao condicionar a saída do aluno da sala de aula, à entrega da suposta “cola”, chegando ao ponto de abordá-lo fisicamente, na tentativa de tomar o papel que seria a prova da infração. “O ato de tentar tomar objeto pessoal do autor foi abusivo, bem como atribuir nota (zero) a ele, sem ao menos conversar com a titular da matéria, a qual estava substituindo-a”.
Ferreira ressaltou, ainda, que a professora, mesmo tendo suspeitado da infração cometida pelo autor, teria que instaurar procedimento administrativo. “A conduta foi pouco razoável e de fato causou constrangimento excessivo ao aluno, situação que merece reparação civil”, concluiu o juiz.
Revista Consultor Jurídico, 11 de maio de 2008

domingo, 4 de maio de 2008

Dimenstein equivoca-se de maneira bizarra

Em seu artigo na Folha, este comenta:

Na quarta-feira passada, a Unesco divulgou um ranking mundial de qualidade de ensino em que o Brasil ficou abaixo de países como a Bolívia e o Paraguai. Isso porque, entre outras razões, apenas 53,8% de nossas crianças conseguem completar o ensino fundamental. Explica-se a evasão não só por motivos econômicos - a entrada das crianças precocemente no mercado de trabalho, mas devido à repetência. De tanto ser tachado de incompetente, o estudante, humilhado, vai embora, não vê razão em ficar se torturando numa sala de aula onde não consegue aprender. Na primeira série do ensino fundamental, quase um terço dos alunos repete o ano. Ao puni-los com a repetência, a mensagem transmitida pela escola à criança é a seguinte: "A culpa pelo fracasso é sua". Não importa a obviedade do fato de que, se tanta gente não aprende há tanto tempo, existe algo de errado no sistema - mas muita gente fica com a "teoria do berimbau", do professor Dantas, preferindo culpar o aluno.
Não meu caro Dimenstein, voce não toca no ponto crucial, o abandono social, o despreparo da família e a falta de politicas para estes casos. Cada aluno tem uma aprendizado diferenciado e salas lotadas não conseguem atendê-lo. Criar salas diferenciadas, cria um rótulo para o aluno, logo, não funciona. A única solução, seria aula de reforço e um segundo professor, aliás, prometido no estado de SP. Agora, promovê-lo, é a pior das maldades que se pode fazer.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Décima primeira semana

Em certos momentos, percebe-se claramente as falhas da educação pública.
Uma semana curta e faltas de professores, até aí, sem novidade. Mas gritante é que alguns detalhes deveriam ser corrigidos mais rapidamente, como a falta de atividades em caso de ausência do professor. Imaginem, uma turma já perdeu 3 aulas da matéria, simplesmente por falta do professor e falta de material da proposta curricular.
E o caso de canibalismo eventual continua. Meu caro colega tem todo um perfil da industria, mas prefere ficar sem dinheiro até para ir trabalhar. Quando tento ajudar, informando sobre a disponibilidade de trabalho ao lado da casa do mesmo, este praticamente ignora, assim, hora de deixá-lo viver a realidade nua e crua. O mesmo não percebe que minha chegada para segunda aula é justamente para ajudá-lo, mas este recusa-se a distribuir o osso, mesmo as migalhas.
Quando avisado sobre as aulas de Matemática, abri fogo e avisei que chegaria às 6 hs todos os dias, assim, acabaria com a graça da eventual alfa. Mas tudo tem um lado bom. Deixarei um legado de trabalho voluntário no local, afinal, nunca vi tanto trabalho gratuito em pró da educação!.
Na semana que vem, posso conseguir tardes bem ocupadas, vamos torcer para dar certo.

domingo, 27 de abril de 2008

Décima semana

Alguns colegas de profissão, fazem fila na porta, antes mesmo do amanhecer. Mas no site da DE, a escola ao lado da residência destes, pede ajuda.
Por falar em ajuda, fui conhecer outra escola que solicitava mais professores. A clientela é exclusivamente de área de invasão, áreas degradadas e toda sorte de moradia alternativa. Logo na chegada, percebo a ausência de uniformes, alunos crescidos e antesala da diretoria lotada, além de dois alunos brigando na saida de uma 8EF (nesta escola, de A até J, inclusive as 7 EF e apenas 4 salas de 1EM). Como se concentrar em processo pedagógico se reina a indisciplina?. Pelo menos, aqui , o osso é repartido igualmente. Recebi conselhos para ficar onde estou.
Semana fraca, apenas duas aulas de Geografia no dia após o terremoto. Sorte ter me preparado antes com leitura dos jornais, livro de Geografia disponível na sala dos professores e uma breve conversa com outro professor da matéria. Alunos interessados, estava bom demais, até a coordenação anunciar distribuição de livros.
Nesta semana, só acompanhamento de Matemática nos 1 EM e uma triste experiência no 2 EM. Insisto que os alunos estão dominando a equipe gestora e muitos professores.

Nona semana

Semana da prova do estado. Percebo que os alunos não estudaram absolutamente nada, mesmo assim, o estado irá cometer o erro de premiar professores por desempenho, sem antes, combinar com o aluno.
Com aulas de manhã e a tarde, faço uma breve revisão com as 7 EF, 8 EF e um único 1 EM.
Chega o dia da prova de portugues. Vou a escola para ver se serei útil. De bobeira, como imaginava, sou convocado a ajudar nosso colega de atividade, que agora passa a chegar cedo. Passam-se alguns minutos e aparece a professora de educação fisica e me rende, não entendi nada, mas os alunos ficaram melindrados. Saio dali puto e vou até a outra escola que solicitava urgente, professor de exatas. Converso com a gestão, conheço a escola e temos 4 aulas de matemática do único 3 EM abandonadas pelo antigo professor. Solicito o caderno da PC, para preparar as aulas e fico o resto da manhã conhecendo o cliente, oriundo da classe média local e de duas favelas. Aqui, a proposta é trabalhar por afinidade, com material preparado pelo professor titular, ao estilo da melhor escola do estado. Ao final das provas, conheço alguns professores e recebo o retorno que a gestão mudou de idéia, devo ficar apenas como estepe e o outro professor, ainda em formação, que já acumula algumas salas. ficaria com mais estas. Bom, sem aulas, permaneço onde estou e fico chateado com esta posição da escola.
Chega o dia da prova de Matemática. Vou novamente a escola para ver se serei útil. A professora que acompanha o 2 EM, já cumprida sua carga horária, despede-se da escola e com uma falta de professor, assumo a prova e as aulas restantes do dia.
Durante a prova começa a bagunça. Primeiro, término previsto para 9:30 hs, prorrogado para 9:45 hs e até 10 hs. Aqueles que foram terminando a prova, deveriam sair da sala, mas permanecendo, teimam a aumentar o ruído e receber até bronca por parte da direção. A cola não consegui pegar, mas estava passeando. Ao final do segundo prazo, toca um sinal e o tumulto se dá em sala de aula, incontrolável, sobrando o único recurso de retirar as provas restantes e deixá-los sair.
Fica patente que o aluno não respeita a figura do professor como orientador, os inspetores nunca estão disponíveis e muitas informações são desencontradas.
Hora do intervalo e de preparar rapidamente om material para a 7 EF e 8 EF . Esta é aquela 7 EF indisciplinada. Como a manhã já estava bagunçada, uma professora solicita uma troca e aceito, ficando duas aulas com este cliente problema. Como estes achavam que deveriam ser dispensados, promoveram toda sorte de rebeldia, receberam visitas constantes dos inspetores, até o desfecho final, uma advertência coletiva. Novamente, o professor e sua única voz, deve acalmar o cliente de 40 vozes. Sem aula e com todo o tempo gasto em bronca, os alunos venceram. A noite, uma gripe que rompe a proteção da vacina e fico em repouso na quinta.
Hora de fechar a semana, recebo um telefonema de urgência e aviso que estou a caminho, o professor de Química faltou e são 6 aulas, 1EM e 2 EM. Solicito as PCs e não há reserva, assim, uso o caderno dos alunos como referência e tomo um susto, sem conteúdo. Hora de colocar algo para eles, dentro da proposta do bimestre. No final da tarde, outra escola necessita de ajuda com aulas de inglês para 6 EF e 7 EF, confirmo, pego os cadernos, estudo a proposta e vamos trabalhar.

sábado, 19 de abril de 2008

Gota de água



Mãe volta a estudar para incentivar filho
Estadão de hoje

Em uma sala do curso supletivo da Escola Américo Salles de Oliveira, em Jardinópolis, região de Ribeirão Preto (SP), a diarista Andréia Souza Alves, de 31 anos, e seu filho Leonardo, de 15, assistem às aulas juntos. O menino havia parado de estudar por três anos. Preocupada com más companhias e um possível envolvimento do filho mais velho com drogas, Andréia voltou a estudar em 2007. Ela passava suas lições de casa para ele fazer até que, este ano, o menino decidiu voltar à escola. O adolescente revela que se animou ao ver seus amigos estudando com a mãe. "Pego no pé dele em casa, mas na escola o deixo à vontade", garante Andréia. Mas ela ainda precisou perturbar a direção da escola, pois não havia vaga. Andréia estava disposta a ceder a sua ao filho, mas outra surgiu. Quando tinha 15 anos e cursava a 6ª série, a diarista parou de estudar porque estava grávida de Leonardo. Andréia, então, casou-se com Paulo José de Souza Santeiro, um empacotador de frutas, e teve outros dois filhos: Ana Luiza, de 12 anos, e Paulo Henrique, de 6 anos. Para 2009 é provável que o marido de Andréia retome os estudos, também no supletivo, mas na 5ª série. "Ele ficou com ciúmes, no começo, mas agora está se preparando para voltar a estudar", afirma Andréia.

sábado, 12 de abril de 2008

Oitava semana

Fiz um levantamento do ENEM 2007. Na cidade, a pior escola particular(56), ainda assim fica com 2 pontos a mais que a melhor estadual(54). Pelo número de faltas dos professores, pode-se explicar parte deste desempenho. A outra , já sabemos, são os próprios alunos e suas famílias.
Nossa amiga conseguiu seu intento, não houve atribuição na D.E. e como se trata de substituição de licença gestante, esta conseguiu 1 mês de aulas no bate e volta. Será que dará um fôlego e repartirá o pão?. Claro que não e no dia seguinte, já roe o osso sozinha, sobrando para este coitado apenas jogar vôlei com os alunos da oitava. Mas o mundo educacional não perdoa, nosso outro amigo, sem ter o que estudar ou procurar emprego, faz questão de acordar cedo e levar mais de 10 aulas na semana. Saldo de aulas na semana, zero.
Vamos fazer um teste diferente na semana.
Os alunos continuam "na deles", os inspetores "na deles" e todos os demais "na deles".
O papel do ENEM sumiu do quadro da sala dos professores. Quem será?.

sábado, 5 de abril de 2008

Sétima semana

Semana para esquecer.
Agora percebo como gestores escolares minam o professorado. Primeiro, evitam os casos de indisciplina e na sequência, erram feito na atribuição de aulas, preterindo professores mais experientes e com o plano de aula em mãos, para agradar amigos que apenas irão criar distração em sala de aula.
O aluno não perdoa, como fizeram no 2 EM. Preferiram estes, trabalhar o teatrinho de artes, ao invés de ouvir a proposta do caderno da matéria. Alguns, em dialogo franco, alegam que o conteúdo não irá chegar de forma adequada e já antecipam a folga. Como colocar esta posição ao grupo gestor, se este se omite ou mais fácil, culpa sempre o professor?.
Tudo questão da diferença entre ouvir e escutar.
Mas a tal dor de cabeça eu não esquecerei.

ENEM 2007 - repercussão


Melhor colégio estadual é rígido com a falta de professores

Na Escola Estadual Rui Bloem, considerada pelo segundo ano consecutivo a melhor escola estadual da cidade de São Paulo (335º lugar), o foco não está só na freqüência e nos desempenhos dos alunos: os professores também são acompanhados de perto. Semanalmente, todos passam por reuniões com os coordenadores pedagógicos. Nesses encontros, os profissionais trocam experiências, analisam o material proveniente da Secretaria da Educação e avaliam o plano de aulas. Além disso, a direção diz ser rigorosa com quem falta: só tem direito ao abono (que permite faltar sem desconto salarial) quem avisar com antecedência que não poderá dar a aula, providenciar um professor substituto e deixar preparada uma atividade para os alunos. "O principal problema das escolas públicas é a falta de professores. Aqui, nós não temos muito esse problema; mesmo assim, alguns casos ocorrem. É preciso ter mais rigor nesse aspecto", afirma José Carlos Marquezim, vice-diretor da instituição, localizada na Saúde, zona sul da capital. Ele também ressalta que, dos 75 professores da escola, a maioria (55) é formada por funcionários efetivos. "Isso diminui a rotatividade. Geralmente, o professor contratado temporariamente passa um ano na escola e não aparece mais. O nosso grupo é muito coeso", diz. A Rui Bloem tem 2.000 alunos, distribuídos em turmas com 43 pessoas cada uma, em média. Como atividades extras, os estudantes têm à disposição aulas de esportes como vôlei e cursos de idiomas -há um centro de idiomas anexo à escola, com aulas de espanhol, francês, alemão e japonês. A partir de agosto, o centro terá inglês. O centro atende toda a rede estadual da região, mas a maioria dos alunos, segundo Marquezim, é da Rui Bloem. Em agosto do ano passado, a escola também firmou uma parceria com a FEI (Fundação Educacional Inaciana), que inclui, entre outras ações, uma exposição e a elaboração de projetos relacionados a eletricidade, mecânica e química. "Tínhamos alunos que nem cogitavam fazer engenharia e três deles entraram na FEI sem cursinho", diz.
Amarílis Lage da Folha de S.Paulo

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Pois é...

Perfil dos professores do Colégio Bandeirantes
"Dos 143 professores da escola, 12 fazem mestrado, 28 são mestres e dez, doutores. Além disso, 60% deles lecionam há mais de dez anos no local. Recebem salários que vão de R$ 44 a R$ 60 por hora de aula dada."
Pagar e estimular igualmente os professores do Estado resolveria o desempenho dos alunos?
Lembrem-se que o aluno quando não quer trabalhar...não adianta.

sábado, 29 de março de 2008

Parece piada mas não é.
Nosso estudante é tão capaz mas não termina o ensino médio.
Sugiro repassarem todas as provas e trabalhos e aferir a nota, nada mais justo.
Também reembolsaria ao estado, as anuidades do ensimo médio não pagas, para ajudar alunos carentes.

Aprovação no vestibular

Ensino médio incompleto não barra ingresso em faculdade

A norma disposta no artigo 208, da Constituição Federal, que assegura o acesso do candidato em curso superior mediante a comprovada “capacidade de cada um”, deve prevalecer sobre a regra contida na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional — artigo 44 da Lei 9.394/96, que diz que o aluno só pode ingressar depois de concluir o ensino médio.
Com esse entendimento, a 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve, por unanimidade, decisão de primeira instância que assegurou a um aluno aprovado no vestibular o ingresso em uma universidade privada de Cuiabá, mesmo sem concluir o ensino médio.
Leia a integra aqui.

Sexta semana

Cheia de emoções.
História, Química, Física ( 1 e 2 EM) e Matemática, finalmente, 6 e 7 EF.
A professora de Física assumiu como coordenadora e a de Matemática em licença médica.
Hora de aplicar a prova de Química. Expliquei em detalhes a prova e deixei claro que muitas perguntas estavam nas respostas e os cálculos eram óbvios. Alunos bem ansiosos, apesar de ser apenas mais uma matéria.
Como imaginei, poucos estudaram e partiram para a troca de idéias, na cara do professor, sem cerimônias. Ameaça de retirar a prova daqui e dali e muita caminhada pela sala. Hora da correção e um susto. De 120 alunos, menos de 10% tiraram notas azuis e uma nota zero (sequer sabia quais os tipos de carvão mineral estudados durante 4 semanas). Na divulgação, festa por tirarem nota 3 e 4. No período, trabalhei muita informação do jornal no quadro e fiquei no pé, quanto a caderno vazio. Pelo visto, sequer abriram o mesmo, afinal, estava tudo lá, confirmado pelo aluno que tirou a única e solitária nota 7. Já uma coincidência de 3 notas, confirmada pelo mapa de sala, demonstrou que 3 meninas copiaram literalmente uma da outra, felizmente, fui informado que uma delas é inteligente e ajuda as outras.
O novo professor de Química, interpelado pelos alunos sobre minha ausência, limitou-se a minimizar meu trabalho e sequer procurou informações sobre faltas, dificuldades, provas ou trabalhos das 3 turmas. Imagino se haverá dedicação ao trabalho pelo mesmo. O carinho dos alunos, apesar da bagunça, ficou patente. Já o novo, deixou a impressão de "baixinho chato". Palavras dos alunos.
Hora das aulas de Física e trabalhar noções e unidades de tempo. Para meu espanto, a maioria não domina o assunto e duas alunas questionaram o que aquilo importava, se estas seriam cabelereira e produtora de moda. Percebe-se uma limitação ao mundo a sua volta e falta de objetivos, moldando adultos facilmente manipuláveis.
Nas 6 EF, apliquei um teste para saber em que ponto apresentam dificuldades e fiquei feliz com o resultado, basicamente erros por distração. O zero intercalado, multiplicação e divisão em 3 ou 4 níveis, ainda assustam alguns.
Nas 7 EF, muita indisciplina. Chegaram ao ponto de surtarem com bolinhas de papel e metade da classe levou advertência. Para variar, uma mãe inconformada, resolver fazer um B.O. contra o professor, acusando-o de expôr a contrangimento sua filha, a qual nunca mente, quando na verdade, este a separou para tarefas no quadro, evitando que o aluno de inclusão fosse atingido pelas bolinhas que esta insistia em arremessar contra seu colega. Infelizmente, esta virou um alvo. Confirmada a veracidade da história do professor, ficou a cisma de apenas um mau entendido, visto que a anarquia reinava enquanto a atividade era colocada no quadro e provavelmente a aluna não escutou o professor, em função de estar no meio da batalha. Pedidos de desculpas, o professor perdeu a aula devido a reunião e foi o único prejudicado.
É curioso como um pai ou mãe desconhece a explosão de hormônios da idade e descarrega sua omissão na educação dos filhos nas costas do professor. Talvez este, sem saber, durante uma explicação sobre frações, tenha despertado o inconsciente de algum aluno, iniciando a guerra de bolinhas. Detalhe, a mãe da dita aluna alega ser professora. A rádio professor já havia corrido a escola, sinal de que o bom trabalho está incomodando alguns professores inseguros.
Por falar em insegurança, a mesma professora insegura nas primeiras semanas, assume de forma preocupante que o trabalho eventual é algo menor. Amiga, mais respeito próprio ajuda no trabalho, afinal, somos a continuidade de um trabalho e representantes do titular.
Tudo resolvido, a sala ficou mansa e participativa depois da bronca.
Em outra 7 EF, última aula, só funciona o estilo professor palhaço, conteúdo com palhaçada. Ao final da aula, ouvia-se os comentários de que fora legal a aula. Ufa!.
Mas continuo perdendo no jogo da forca, com conteúdo de todas as matérias. 5x2 nas 8EF e 3x0 nas 7 EF.
Semana que vem, talvez apareçam algumas 5 EF.

Educar mal leva pais aos tribunais em Sevilha

Educar e saber dizer "não" é uma tarefa difícil para muitos pais que chegam em casa esgotados

A promotoria de Sevilha avisa: educar mal os filhos é um delito, principalmente quando eles causam mal a outra pessoa. Se os pais acreditam que a melhor maneira de criar os filhos é deixá-los fazer o que quiserem, não estabelecer limites de qualquer tipo, dar-lhes tudo o que pedem e não lhes transmitir nenhum tipo de valores de convivência, é problema deles, mas no caso dessas crianças provocarem algum dano o peso da justiça cairá sobre os progenitores. Isto foi mais ou menos o que disseram os juízes à mãe de um adolescente que deu uma surra brutal em um colega. O tribunal condenou a mulher a pagar 14 mil euros à vítima para a reconstrução de sua boca, por considerar que ela havia educado mal seu filho.
Leiam a integra no Dimenstein.

Quinta semana

Sem muitas novidades.
Aulas de Inglês, História, Química e Matemática nas 8 EF.
Montei uma prova de Química muito fácil, com duas montagens, imaginando que irão colar a vontade.
Na D.E., as aulas não foram atribuidas, permitindo terminar o conteúdo da revisão do jornal. Pelos menos, os alunos mantém um vínculo com o professor e a matéria, evitando trocas repetitivas de docentes e aumentando o desinteresse e a insubordinação.
Na 8 EF, véspera de feriado, poucos alunos e uma revisão de todo o conteúdo dado.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Quando ao aluno não quer, não tem jeito.

Em São Paulo, ensino integral não melhora nota de alunos
da Folha Online
Mais tempo na escola não resultou em melhores notas dos estudantes na rede estadual de São Paulo, de acordo com reportagem de FÁBIO TAKAHASHI publicada na edição desta sexta-feira da Folha de S.Paulo (íntegra disponível para assinantes do jornal ou do UOL).
Levantamento realizado pela Folha com base nos dados do Saresp 2007 (exame aplicado pelo governo paulista) mostra que, das 60 escolas com período integral na capital, apenas quatro tiveram notas superiores às médias das demais unidades de suas regiões.
Esses resultados referem-se à prova de matemática de 4ª e 8ª séries. O panorama foi semelhante em língua portuguesa. Clique aqui para ver a comparação entre as notas.

domingo, 16 de março de 2008

Quarta semana


Uma semana morna.

Apenas uma aula de História, sobre o Estado Novo, bom assunto para traçar paralelos com o mundo atual, infelizmente, o bate papo sobre futilidades parecia ser mais interessante.
Nesse momento percebe-se a alienação dos alunos, isso no segundo ano do ensino médio.
Nas aulas de Química, continua a indolência para escrever e efetuar cálculos simples sobre porcentagens. Apliquei todas as técnicas possíveis, de conjuntos a regra de três. Mas a conversa paralela, o sono. o celular, mp3 e a falta de compromisso mostram-se as claras. Recolhi até uma revista sobre horóscopo. A direção deve chamar os pais urgentemente.
Saiu oficialmente o resultado do SARESP 2007.
A escola está bem se comparada as da região. Agora entendo a migração dos alunos de outro bairro para a escola, basta analisar a tabela acima.
O dado alarmante é o emburrecimento do adolescente enquanto cresce, facilmente vísivel com a migração do conteúdo adequado para básico e do básico para o abaixo do básico.

domingo, 9 de março de 2008

Terceira semana

Hora de encarar 3 aulas de História com a 7 série e 3 aulas de Inglês com a 6 série, só que em escola vizinha. O material do jornal ajuda muito nessa hora, mas o público é dificil e falta a revista como apoio. Mas sigo o script. Pela primeira vez encontro 2 alunos interessados na 7 série, uma grata satisfação, ignoro a barulheira e procuro acrescentar algo mais ao interesse deles no assunto.
Na escola base, Geografia na 7 série e História no 2 ano do ensino médio, ambos sem interesse algum em trabalhar o conteúdo do jornal, insisto, consigo meia dúzia de interessados e trabalhamos a ficha do dia completamente. Mas fui obrigado a chamar alguns para o lado de fora para conversar.
Nas aulas de Química, a mesma ladainha de muita sede, muito banheiro, celular, mp3, sono ou conversas paralelas. Ao final da explicação no meio do ruído, o fatídico eu não estou entendo nada. O assunto é calcular determinada porcentagem de material carbono dentro de determinado tipo de carvão mineral. Faço o primeiro exemplo na forma literal, explicando por escrito cada passagem, como uma receita de bolo, e justificando a solução encontrada. Os alunos demonstram total descompasso entre o entendimento do texto e uma multiplicação simples.
No fundamental, a bronca por conta da nota vermelha excessiva foi pouco assimilada, visto que em nova prova, ainda demonstraram falta de compreensão entre texto e Matemática. No exercício, bastava buscar o coeficiente numa tabela e multiplicar pelo índice da outra. Mas o problema não parava ai, muitos não reconheciam a soma de números negativos, por exemplo, (-0,5)+(-0,5). É assustador para uma 8 série.
No 2 do ensino médio, acompanhei aulas de Física e Matemática. Em Física, muitos dormiam e aguardavam o final da aula para copiar a lousa e pegar um visto. Na outra, sequer entendiam como encontrar um dado no gráfico.
Esta semana vagaram 12 aulas de Matemática, infelizmente as mesmas foram "apoderadas" pela eventual, que sem cerimônia, sequer cogitou em repartir o "pão" e partiu para o sacrificio da garganta em 6 aulas consecutivas. Fico na dúvida se a utilizou efetivamente.
Engraçado, na primeira semana, fui obrigado a passar pelo exame médico e prontamente indiquei um eventual que mais se adequava a matéria. A batalha pela sobrevivência é dura nesta selva.
Neste sábado, houve reunião na escola particular. Abordou-se assuntos do dia a dia como uniforme, celular e ruídos. Imperdoáveis foram os erros de concordância e grafia na apresentação em power point. Dos 30 pais convidados, apenas 7 compareceram, muitos atrasados. No pior momento, uma mãe pede a escola que baixe uma determinação sobre uniforme, visto que por conta de colegas rebeldes, esta não gosta de ser taxada de chata pelo filho. Cômico ou trágico?.
Nesta segunda teremos uma palestra sobre Motivando com Criatividade e já encomendei o Modelagem Matemática no Ensino da Maria Sallet.

Segunda semana

Participo do HTPC.
A reunião não passou de um "deja vu" de anos anteriores na primeira hora e na segunda, um mero bate papo. O cargo de professor coordenador ainda está em fase de concurso, ou seja, todos os HTPC não terão efeito prático.
Acompanhando o ensino médio, os alunos continuam longe e qualquer realidade escolar.
No ensino fundamental, a dificuldade com números e suas operações básicas é gritante. Duas avaliações foram feitas , na mais fácil, muitas notas zeros e uma sala com 27 notas vermelhas. Na mais dificil, sem nota zero, mas muitos "uns e dois". Será feita uma nova revisão e nova prova.
Substitui o professor de Geografia na oitava série, prôpus aos alunos, seguirmos o processo de revisão do jornal, não obtive resposta pois continuavam na anarquia e desatenção pós intervalo.
Nas aulas de Química, prosseguimos com a revisão do jornal e adicionei mais elementos, explorando os termos desconhecidos aos alunos. O comportamento continua exigindo pedidos de por favor e colaboração constantes.
Aqui faço uma pedido de ética junto aos eventuais. Desci para beber água e minha última turma foi tomada, como se não soubessem que a turma fora atribuida a mim. Já incomoda o fato de não haver critérios de afinidade entre matéria e professor, como por exemplo, aulas de Física do ensino médio, distribuidas, evitando um vinculo aluno-professor e pior, nas mãos de professor de Português, com o de Matemática com habilitação em Física esperando na sala (às vezes dois) .
O critério é simples:
1. Ofereça a substituição ao professor efetivo da matéria ou com afinidade;
2. Ofereça a substituição, ao eventual, respeitando a formação e afinidade de cada um.
Devemos respeitar a constituição e "dar" qualidade ao ensino, na medida do que for possível.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Primeira semana

Segundo dia e uma aula de Artes, hora de trabalhar expressão corporal, mas quem disse que os alunos querem algo?.
Para minha surpresa, apesar da quantidade de professores na atribuição, sobraram 6 aulas de Química para ensino médio. O conteúdo do jornal tenta trabalhar o entendimento de texto, conceitos básicos em Matemática e uma pitada da Química, os alunos, odeiam ler e tem imensa dificuldade em cálculos simples. Logo de cara, nota-se um ruído excessivo, típico de alunos testando o professor. Cadernos em branco e dorminhocos são figurinhas fáceis. Os pedidos de banheiro e água são uma constância. Sinto que faltam regras claras e o professor deve domar a turma.
Acompanhando as oitavas e primeiro do ensino médio, em Matemática, o nível dos alunos continua a preocupar.
Placar até o momento, professor de Matemática e Física, lecionando 6 aulas de Química, 1 de História e 1 de Artes.

quinta-feira, 6 de março de 2008

COMEÇA O ANO LETIVO

Levantados os endereços das escolas mais próximas, uma visita a cada uma.
Na primeira, muito atenciosos, providenciaram o encaminhamento para exame médico, infelizmente com erros. Na segunda, inscrições fechadas. Na terceira, uma conversa atenciosa e muita chance de trabalho. Na escola vizinha, uma recepção um tanto seca e muitos nomes no livro. Fiquemos com a terceira.
Hora de conhecer a escola que melhor recebeu o candidato.
Um primeiro contato tranquilo e o encaminhamento para exame médico, com a demanda alta, uma semana de espera.
Antes da mais nova aventura pelo mundo da educação, este ano a delegacia de ensino fez muita graça, abrindo 3 períodos para inscrição. Ano passado, encerrou a inscrição numa quinta feira e não abriu uma nova, desta forma, perdi alguns pontos preciosos nas 6 aulas doadas ao Estado de SP este ano, por conta de um exame médico de 5 minutos, que com toda a minha disponibilidade entre setembro e dezembro de 2007, poderia ter adiantado minhas pendências com o setor de educação. Um atraso de 6 meses que me custará uma poupança.
Primeiro dia, já vaga uma sala de 2 ano do ensino médio, logo na segunda aula, qual a matéria, ninguém sabia, assim, deixei por conta dos alunos, que escolheram Fisica. Agora, quem disse que o professor consegue sequer conversar, são 37 contra 1, derrota certa da sua garganta.
Daí a surpresa, providenciar uma dúzia de documentos. Nessa hora voce pensa, não poderiam ter solicitado uma semana antes, na colocação do nome na lista de eventuais?.
Termino o dia acompanhando salas de matemática e um tanto preocupado com o conteúdo dos alunos, quase nulo.