Na quarta-feira passada, a Unesco divulgou um ranking mundial de qualidade de ensino em que o Brasil ficou abaixo de países como a Bolívia e o Paraguai. Isso porque, entre outras razões, apenas 53,8% de nossas crianças conseguem completar o ensino fundamental. Explica-se a evasão não só por motivos econômicos - a entrada das crianças precocemente no mercado de trabalho, mas devido à repetência. De tanto ser tachado de incompetente, o estudante, humilhado, vai embora, não vê razão em ficar se torturando numa sala de aula onde não consegue aprender. Na primeira série do ensino fundamental, quase um terço dos alunos repete o ano. Ao puni-los com a repetência, a mensagem transmitida pela escola à criança é a seguinte: "A culpa pelo fracasso é sua". Não importa a obviedade do fato de que, se tanta gente não aprende há tanto tempo, existe algo de errado no sistema - mas muita gente fica com a "teoria do berimbau", do professor Dantas, preferindo culpar o aluno.
Não meu caro Dimenstein, voce não toca no ponto crucial, o abandono social, o despreparo da família e a falta de politicas para estes casos. Cada aluno tem uma aprendizado diferenciado e salas lotadas não conseguem atendê-lo. Criar salas diferenciadas, cria um rótulo para o aluno, logo, não funciona. A única solução, seria aula de reforço e um segundo professor, aliás, prometido no estado de SP. Agora, promovê-lo, é a pior das maldades que se pode fazer.
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