sábado, 29 de março de 2008

Parece piada mas não é.
Nosso estudante é tão capaz mas não termina o ensino médio.
Sugiro repassarem todas as provas e trabalhos e aferir a nota, nada mais justo.
Também reembolsaria ao estado, as anuidades do ensimo médio não pagas, para ajudar alunos carentes.

Aprovação no vestibular

Ensino médio incompleto não barra ingresso em faculdade

A norma disposta no artigo 208, da Constituição Federal, que assegura o acesso do candidato em curso superior mediante a comprovada “capacidade de cada um”, deve prevalecer sobre a regra contida na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional — artigo 44 da Lei 9.394/96, que diz que o aluno só pode ingressar depois de concluir o ensino médio.
Com esse entendimento, a 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve, por unanimidade, decisão de primeira instância que assegurou a um aluno aprovado no vestibular o ingresso em uma universidade privada de Cuiabá, mesmo sem concluir o ensino médio.
Leia a integra aqui.

Sexta semana

Cheia de emoções.
História, Química, Física ( 1 e 2 EM) e Matemática, finalmente, 6 e 7 EF.
A professora de Física assumiu como coordenadora e a de Matemática em licença médica.
Hora de aplicar a prova de Química. Expliquei em detalhes a prova e deixei claro que muitas perguntas estavam nas respostas e os cálculos eram óbvios. Alunos bem ansiosos, apesar de ser apenas mais uma matéria.
Como imaginei, poucos estudaram e partiram para a troca de idéias, na cara do professor, sem cerimônias. Ameaça de retirar a prova daqui e dali e muita caminhada pela sala. Hora da correção e um susto. De 120 alunos, menos de 10% tiraram notas azuis e uma nota zero (sequer sabia quais os tipos de carvão mineral estudados durante 4 semanas). Na divulgação, festa por tirarem nota 3 e 4. No período, trabalhei muita informação do jornal no quadro e fiquei no pé, quanto a caderno vazio. Pelo visto, sequer abriram o mesmo, afinal, estava tudo lá, confirmado pelo aluno que tirou a única e solitária nota 7. Já uma coincidência de 3 notas, confirmada pelo mapa de sala, demonstrou que 3 meninas copiaram literalmente uma da outra, felizmente, fui informado que uma delas é inteligente e ajuda as outras.
O novo professor de Química, interpelado pelos alunos sobre minha ausência, limitou-se a minimizar meu trabalho e sequer procurou informações sobre faltas, dificuldades, provas ou trabalhos das 3 turmas. Imagino se haverá dedicação ao trabalho pelo mesmo. O carinho dos alunos, apesar da bagunça, ficou patente. Já o novo, deixou a impressão de "baixinho chato". Palavras dos alunos.
Hora das aulas de Física e trabalhar noções e unidades de tempo. Para meu espanto, a maioria não domina o assunto e duas alunas questionaram o que aquilo importava, se estas seriam cabelereira e produtora de moda. Percebe-se uma limitação ao mundo a sua volta e falta de objetivos, moldando adultos facilmente manipuláveis.
Nas 6 EF, apliquei um teste para saber em que ponto apresentam dificuldades e fiquei feliz com o resultado, basicamente erros por distração. O zero intercalado, multiplicação e divisão em 3 ou 4 níveis, ainda assustam alguns.
Nas 7 EF, muita indisciplina. Chegaram ao ponto de surtarem com bolinhas de papel e metade da classe levou advertência. Para variar, uma mãe inconformada, resolver fazer um B.O. contra o professor, acusando-o de expôr a contrangimento sua filha, a qual nunca mente, quando na verdade, este a separou para tarefas no quadro, evitando que o aluno de inclusão fosse atingido pelas bolinhas que esta insistia em arremessar contra seu colega. Infelizmente, esta virou um alvo. Confirmada a veracidade da história do professor, ficou a cisma de apenas um mau entendido, visto que a anarquia reinava enquanto a atividade era colocada no quadro e provavelmente a aluna não escutou o professor, em função de estar no meio da batalha. Pedidos de desculpas, o professor perdeu a aula devido a reunião e foi o único prejudicado.
É curioso como um pai ou mãe desconhece a explosão de hormônios da idade e descarrega sua omissão na educação dos filhos nas costas do professor. Talvez este, sem saber, durante uma explicação sobre frações, tenha despertado o inconsciente de algum aluno, iniciando a guerra de bolinhas. Detalhe, a mãe da dita aluna alega ser professora. A rádio professor já havia corrido a escola, sinal de que o bom trabalho está incomodando alguns professores inseguros.
Por falar em insegurança, a mesma professora insegura nas primeiras semanas, assume de forma preocupante que o trabalho eventual é algo menor. Amiga, mais respeito próprio ajuda no trabalho, afinal, somos a continuidade de um trabalho e representantes do titular.
Tudo resolvido, a sala ficou mansa e participativa depois da bronca.
Em outra 7 EF, última aula, só funciona o estilo professor palhaço, conteúdo com palhaçada. Ao final da aula, ouvia-se os comentários de que fora legal a aula. Ufa!.
Mas continuo perdendo no jogo da forca, com conteúdo de todas as matérias. 5x2 nas 8EF e 3x0 nas 7 EF.
Semana que vem, talvez apareçam algumas 5 EF.

Educar mal leva pais aos tribunais em Sevilha

Educar e saber dizer "não" é uma tarefa difícil para muitos pais que chegam em casa esgotados

A promotoria de Sevilha avisa: educar mal os filhos é um delito, principalmente quando eles causam mal a outra pessoa. Se os pais acreditam que a melhor maneira de criar os filhos é deixá-los fazer o que quiserem, não estabelecer limites de qualquer tipo, dar-lhes tudo o que pedem e não lhes transmitir nenhum tipo de valores de convivência, é problema deles, mas no caso dessas crianças provocarem algum dano o peso da justiça cairá sobre os progenitores. Isto foi mais ou menos o que disseram os juízes à mãe de um adolescente que deu uma surra brutal em um colega. O tribunal condenou a mulher a pagar 14 mil euros à vítima para a reconstrução de sua boca, por considerar que ela havia educado mal seu filho.
Leiam a integra no Dimenstein.

Quinta semana

Sem muitas novidades.
Aulas de Inglês, História, Química e Matemática nas 8 EF.
Montei uma prova de Química muito fácil, com duas montagens, imaginando que irão colar a vontade.
Na D.E., as aulas não foram atribuidas, permitindo terminar o conteúdo da revisão do jornal. Pelos menos, os alunos mantém um vínculo com o professor e a matéria, evitando trocas repetitivas de docentes e aumentando o desinteresse e a insubordinação.
Na 8 EF, véspera de feriado, poucos alunos e uma revisão de todo o conteúdo dado.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Quando ao aluno não quer, não tem jeito.

Em São Paulo, ensino integral não melhora nota de alunos
da Folha Online
Mais tempo na escola não resultou em melhores notas dos estudantes na rede estadual de São Paulo, de acordo com reportagem de FÁBIO TAKAHASHI publicada na edição desta sexta-feira da Folha de S.Paulo (íntegra disponível para assinantes do jornal ou do UOL).
Levantamento realizado pela Folha com base nos dados do Saresp 2007 (exame aplicado pelo governo paulista) mostra que, das 60 escolas com período integral na capital, apenas quatro tiveram notas superiores às médias das demais unidades de suas regiões.
Esses resultados referem-se à prova de matemática de 4ª e 8ª séries. O panorama foi semelhante em língua portuguesa. Clique aqui para ver a comparação entre as notas.

domingo, 16 de março de 2008

Quarta semana


Uma semana morna.

Apenas uma aula de História, sobre o Estado Novo, bom assunto para traçar paralelos com o mundo atual, infelizmente, o bate papo sobre futilidades parecia ser mais interessante.
Nesse momento percebe-se a alienação dos alunos, isso no segundo ano do ensino médio.
Nas aulas de Química, continua a indolência para escrever e efetuar cálculos simples sobre porcentagens. Apliquei todas as técnicas possíveis, de conjuntos a regra de três. Mas a conversa paralela, o sono. o celular, mp3 e a falta de compromisso mostram-se as claras. Recolhi até uma revista sobre horóscopo. A direção deve chamar os pais urgentemente.
Saiu oficialmente o resultado do SARESP 2007.
A escola está bem se comparada as da região. Agora entendo a migração dos alunos de outro bairro para a escola, basta analisar a tabela acima.
O dado alarmante é o emburrecimento do adolescente enquanto cresce, facilmente vísivel com a migração do conteúdo adequado para básico e do básico para o abaixo do básico.

domingo, 9 de março de 2008

Terceira semana

Hora de encarar 3 aulas de História com a 7 série e 3 aulas de Inglês com a 6 série, só que em escola vizinha. O material do jornal ajuda muito nessa hora, mas o público é dificil e falta a revista como apoio. Mas sigo o script. Pela primeira vez encontro 2 alunos interessados na 7 série, uma grata satisfação, ignoro a barulheira e procuro acrescentar algo mais ao interesse deles no assunto.
Na escola base, Geografia na 7 série e História no 2 ano do ensino médio, ambos sem interesse algum em trabalhar o conteúdo do jornal, insisto, consigo meia dúzia de interessados e trabalhamos a ficha do dia completamente. Mas fui obrigado a chamar alguns para o lado de fora para conversar.
Nas aulas de Química, a mesma ladainha de muita sede, muito banheiro, celular, mp3, sono ou conversas paralelas. Ao final da explicação no meio do ruído, o fatídico eu não estou entendo nada. O assunto é calcular determinada porcentagem de material carbono dentro de determinado tipo de carvão mineral. Faço o primeiro exemplo na forma literal, explicando por escrito cada passagem, como uma receita de bolo, e justificando a solução encontrada. Os alunos demonstram total descompasso entre o entendimento do texto e uma multiplicação simples.
No fundamental, a bronca por conta da nota vermelha excessiva foi pouco assimilada, visto que em nova prova, ainda demonstraram falta de compreensão entre texto e Matemática. No exercício, bastava buscar o coeficiente numa tabela e multiplicar pelo índice da outra. Mas o problema não parava ai, muitos não reconheciam a soma de números negativos, por exemplo, (-0,5)+(-0,5). É assustador para uma 8 série.
No 2 do ensino médio, acompanhei aulas de Física e Matemática. Em Física, muitos dormiam e aguardavam o final da aula para copiar a lousa e pegar um visto. Na outra, sequer entendiam como encontrar um dado no gráfico.
Esta semana vagaram 12 aulas de Matemática, infelizmente as mesmas foram "apoderadas" pela eventual, que sem cerimônia, sequer cogitou em repartir o "pão" e partiu para o sacrificio da garganta em 6 aulas consecutivas. Fico na dúvida se a utilizou efetivamente.
Engraçado, na primeira semana, fui obrigado a passar pelo exame médico e prontamente indiquei um eventual que mais se adequava a matéria. A batalha pela sobrevivência é dura nesta selva.
Neste sábado, houve reunião na escola particular. Abordou-se assuntos do dia a dia como uniforme, celular e ruídos. Imperdoáveis foram os erros de concordância e grafia na apresentação em power point. Dos 30 pais convidados, apenas 7 compareceram, muitos atrasados. No pior momento, uma mãe pede a escola que baixe uma determinação sobre uniforme, visto que por conta de colegas rebeldes, esta não gosta de ser taxada de chata pelo filho. Cômico ou trágico?.
Nesta segunda teremos uma palestra sobre Motivando com Criatividade e já encomendei o Modelagem Matemática no Ensino da Maria Sallet.

Segunda semana

Participo do HTPC.
A reunião não passou de um "deja vu" de anos anteriores na primeira hora e na segunda, um mero bate papo. O cargo de professor coordenador ainda está em fase de concurso, ou seja, todos os HTPC não terão efeito prático.
Acompanhando o ensino médio, os alunos continuam longe e qualquer realidade escolar.
No ensino fundamental, a dificuldade com números e suas operações básicas é gritante. Duas avaliações foram feitas , na mais fácil, muitas notas zeros e uma sala com 27 notas vermelhas. Na mais dificil, sem nota zero, mas muitos "uns e dois". Será feita uma nova revisão e nova prova.
Substitui o professor de Geografia na oitava série, prôpus aos alunos, seguirmos o processo de revisão do jornal, não obtive resposta pois continuavam na anarquia e desatenção pós intervalo.
Nas aulas de Química, prosseguimos com a revisão do jornal e adicionei mais elementos, explorando os termos desconhecidos aos alunos. O comportamento continua exigindo pedidos de por favor e colaboração constantes.
Aqui faço uma pedido de ética junto aos eventuais. Desci para beber água e minha última turma foi tomada, como se não soubessem que a turma fora atribuida a mim. Já incomoda o fato de não haver critérios de afinidade entre matéria e professor, como por exemplo, aulas de Física do ensino médio, distribuidas, evitando um vinculo aluno-professor e pior, nas mãos de professor de Português, com o de Matemática com habilitação em Física esperando na sala (às vezes dois) .
O critério é simples:
1. Ofereça a substituição ao professor efetivo da matéria ou com afinidade;
2. Ofereça a substituição, ao eventual, respeitando a formação e afinidade de cada um.
Devemos respeitar a constituição e "dar" qualidade ao ensino, na medida do que for possível.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Primeira semana

Segundo dia e uma aula de Artes, hora de trabalhar expressão corporal, mas quem disse que os alunos querem algo?.
Para minha surpresa, apesar da quantidade de professores na atribuição, sobraram 6 aulas de Química para ensino médio. O conteúdo do jornal tenta trabalhar o entendimento de texto, conceitos básicos em Matemática e uma pitada da Química, os alunos, odeiam ler e tem imensa dificuldade em cálculos simples. Logo de cara, nota-se um ruído excessivo, típico de alunos testando o professor. Cadernos em branco e dorminhocos são figurinhas fáceis. Os pedidos de banheiro e água são uma constância. Sinto que faltam regras claras e o professor deve domar a turma.
Acompanhando as oitavas e primeiro do ensino médio, em Matemática, o nível dos alunos continua a preocupar.
Placar até o momento, professor de Matemática e Física, lecionando 6 aulas de Química, 1 de História e 1 de Artes.

quinta-feira, 6 de março de 2008

COMEÇA O ANO LETIVO

Levantados os endereços das escolas mais próximas, uma visita a cada uma.
Na primeira, muito atenciosos, providenciaram o encaminhamento para exame médico, infelizmente com erros. Na segunda, inscrições fechadas. Na terceira, uma conversa atenciosa e muita chance de trabalho. Na escola vizinha, uma recepção um tanto seca e muitos nomes no livro. Fiquemos com a terceira.
Hora de conhecer a escola que melhor recebeu o candidato.
Um primeiro contato tranquilo e o encaminhamento para exame médico, com a demanda alta, uma semana de espera.
Antes da mais nova aventura pelo mundo da educação, este ano a delegacia de ensino fez muita graça, abrindo 3 períodos para inscrição. Ano passado, encerrou a inscrição numa quinta feira e não abriu uma nova, desta forma, perdi alguns pontos preciosos nas 6 aulas doadas ao Estado de SP este ano, por conta de um exame médico de 5 minutos, que com toda a minha disponibilidade entre setembro e dezembro de 2007, poderia ter adiantado minhas pendências com o setor de educação. Um atraso de 6 meses que me custará uma poupança.
Primeiro dia, já vaga uma sala de 2 ano do ensino médio, logo na segunda aula, qual a matéria, ninguém sabia, assim, deixei por conta dos alunos, que escolheram Fisica. Agora, quem disse que o professor consegue sequer conversar, são 37 contra 1, derrota certa da sua garganta.
Daí a surpresa, providenciar uma dúzia de documentos. Nessa hora voce pensa, não poderiam ter solicitado uma semana antes, na colocação do nome na lista de eventuais?.
Termino o dia acompanhando salas de matemática e um tanto preocupado com o conteúdo dos alunos, quase nulo.