sábado, 29 de março de 2008

Sexta semana

Cheia de emoções.
História, Química, Física ( 1 e 2 EM) e Matemática, finalmente, 6 e 7 EF.
A professora de Física assumiu como coordenadora e a de Matemática em licença médica.
Hora de aplicar a prova de Química. Expliquei em detalhes a prova e deixei claro que muitas perguntas estavam nas respostas e os cálculos eram óbvios. Alunos bem ansiosos, apesar de ser apenas mais uma matéria.
Como imaginei, poucos estudaram e partiram para a troca de idéias, na cara do professor, sem cerimônias. Ameaça de retirar a prova daqui e dali e muita caminhada pela sala. Hora da correção e um susto. De 120 alunos, menos de 10% tiraram notas azuis e uma nota zero (sequer sabia quais os tipos de carvão mineral estudados durante 4 semanas). Na divulgação, festa por tirarem nota 3 e 4. No período, trabalhei muita informação do jornal no quadro e fiquei no pé, quanto a caderno vazio. Pelo visto, sequer abriram o mesmo, afinal, estava tudo lá, confirmado pelo aluno que tirou a única e solitária nota 7. Já uma coincidência de 3 notas, confirmada pelo mapa de sala, demonstrou que 3 meninas copiaram literalmente uma da outra, felizmente, fui informado que uma delas é inteligente e ajuda as outras.
O novo professor de Química, interpelado pelos alunos sobre minha ausência, limitou-se a minimizar meu trabalho e sequer procurou informações sobre faltas, dificuldades, provas ou trabalhos das 3 turmas. Imagino se haverá dedicação ao trabalho pelo mesmo. O carinho dos alunos, apesar da bagunça, ficou patente. Já o novo, deixou a impressão de "baixinho chato". Palavras dos alunos.
Hora das aulas de Física e trabalhar noções e unidades de tempo. Para meu espanto, a maioria não domina o assunto e duas alunas questionaram o que aquilo importava, se estas seriam cabelereira e produtora de moda. Percebe-se uma limitação ao mundo a sua volta e falta de objetivos, moldando adultos facilmente manipuláveis.
Nas 6 EF, apliquei um teste para saber em que ponto apresentam dificuldades e fiquei feliz com o resultado, basicamente erros por distração. O zero intercalado, multiplicação e divisão em 3 ou 4 níveis, ainda assustam alguns.
Nas 7 EF, muita indisciplina. Chegaram ao ponto de surtarem com bolinhas de papel e metade da classe levou advertência. Para variar, uma mãe inconformada, resolver fazer um B.O. contra o professor, acusando-o de expôr a contrangimento sua filha, a qual nunca mente, quando na verdade, este a separou para tarefas no quadro, evitando que o aluno de inclusão fosse atingido pelas bolinhas que esta insistia em arremessar contra seu colega. Infelizmente, esta virou um alvo. Confirmada a veracidade da história do professor, ficou a cisma de apenas um mau entendido, visto que a anarquia reinava enquanto a atividade era colocada no quadro e provavelmente a aluna não escutou o professor, em função de estar no meio da batalha. Pedidos de desculpas, o professor perdeu a aula devido a reunião e foi o único prejudicado.
É curioso como um pai ou mãe desconhece a explosão de hormônios da idade e descarrega sua omissão na educação dos filhos nas costas do professor. Talvez este, sem saber, durante uma explicação sobre frações, tenha despertado o inconsciente de algum aluno, iniciando a guerra de bolinhas. Detalhe, a mãe da dita aluna alega ser professora. A rádio professor já havia corrido a escola, sinal de que o bom trabalho está incomodando alguns professores inseguros.
Por falar em insegurança, a mesma professora insegura nas primeiras semanas, assume de forma preocupante que o trabalho eventual é algo menor. Amiga, mais respeito próprio ajuda no trabalho, afinal, somos a continuidade de um trabalho e representantes do titular.
Tudo resolvido, a sala ficou mansa e participativa depois da bronca.
Em outra 7 EF, última aula, só funciona o estilo professor palhaço, conteúdo com palhaçada. Ao final da aula, ouvia-se os comentários de que fora legal a aula. Ufa!.
Mas continuo perdendo no jogo da forca, com conteúdo de todas as matérias. 5x2 nas 8EF e 3x0 nas 7 EF.
Semana que vem, talvez apareçam algumas 5 EF.

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