Hora de encarar 3 aulas de História com a 7 série e 3 aulas de Inglês com a 6 série, só que em escola vizinha. O material do jornal ajuda muito nessa hora, mas o público é dificil e falta a revista como apoio. Mas sigo o script. Pela primeira vez encontro 2 alunos interessados na 7 série, uma grata satisfação, ignoro a barulheira e procuro acrescentar algo mais ao interesse deles no assunto.
Na escola base, Geografia na 7 série e História no 2 ano do ensino médio, ambos sem interesse algum em trabalhar o conteúdo do jornal, insisto, consigo meia dúzia de interessados e trabalhamos a ficha do dia completamente. Mas fui obrigado a chamar alguns para o lado de fora para conversar.
Nas aulas de Química, a mesma ladainha de muita sede, muito banheiro, celular, mp3, sono ou conversas paralelas. Ao final da explicação no meio do ruído, o fatídico eu não estou entendo nada. O assunto é calcular determinada porcentagem de material carbono dentro de determinado tipo de carvão mineral. Faço o primeiro exemplo na forma literal, explicando por escrito cada passagem, como uma receita de bolo, e justificando a solução encontrada. Os alunos demonstram total descompasso entre o entendimento do texto e uma multiplicação simples.
No fundamental, a bronca por conta da nota vermelha excessiva foi pouco assimilada, visto que em nova prova, ainda demonstraram falta de compreensão entre texto e Matemática. No exercício, bastava buscar o coeficiente numa tabela e multiplicar pelo índice da outra. Mas o problema não parava ai, muitos não reconheciam a soma de números negativos, por exemplo, (-0,5)+(-0,5). É assustador para uma 8 série.
No 2 do ensino médio, acompanhei aulas de Física e Matemática. Em Física, muitos dormiam e aguardavam o final da aula para copiar a lousa e pegar um visto. Na outra, sequer entendiam como encontrar um dado no gráfico.
Esta semana vagaram 12 aulas de Matemática, infelizmente as mesmas foram "apoderadas" pela eventual, que sem cerimônia, sequer cogitou em repartir o "pão" e partiu para o sacrificio da garganta em 6 aulas consecutivas. Fico na dúvida se a utilizou efetivamente.
Engraçado, na primeira semana, fui obrigado a passar pelo exame médico e prontamente indiquei um eventual que mais se adequava a matéria. A batalha pela sobrevivência é dura nesta selva.
Neste sábado, houve reunião na escola particular. Abordou-se assuntos do dia a dia como uniforme, celular e ruídos. Imperdoáveis foram os erros de concordância e grafia na apresentação em power point. Dos 30 pais convidados, apenas 7 compareceram, muitos atrasados. No pior momento, uma mãe pede a escola que baixe uma determinação sobre uniforme, visto que por conta de colegas rebeldes, esta não gosta de ser taxada de chata pelo filho. Cômico ou trágico?.
Nesta segunda teremos uma palestra sobre Motivando com Criatividade e já encomendei o Modelagem Matemática no Ensino da Maria Sallet.
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